Como podemos criar um ambiente interior mais equilibrado? A ansiedade pode ser controlada? Porque somos tão ansiosos? Encontramos na meditação uma poderosa força para iniciar um processo de reforma íntima. O cultivo de novos hábitos e práticas pode nos auxiliar imensamente na busca do equilíbrio interno. Esta palestra fornece dicas e soluções práticas na obtenção deste equilíbrio, tão necessário nos dias de hoje.
Esse artigo trata da ansiedade representada pelo medo imaginado que leva as pessoas ao estado de vigilância (alerta) constante (e estressante) como única forma de se protegerem e à atitude de mobilização permanente como única esperança de segurança, certeza. As considerações apresentadas aqui não se aplicam à mais severa das formas de manifestação da ansiedade – o ataque de pânico – que receberá uma atenção especial e exclusiva em um próximo artigo. Além disso, “Os Três Remédios Para a Ansiedade” e as conclusões aqui oferecidas, podem estar totalmente equivocadas se aplicadas a uma segunda versão debilitante da ansiedade – o transtorno obsessivo-compulsivo.
ESTADO RUIM = AVALIAÇÃO RUIM = DECISÃO RUIM.
O mal maior da ansiedade são as conseqüências das decisões tomadas nesse estado. Na ansiedade tomamos decisões ruins porque fazemos avaliações ruins baseadas não naquilo que queremos, mas naquilo que não queremos. São decisões quase sempre limitadas por nosso desejo de alívio ou conforto apenas imediato e não na satisfação duradoura de nossas verdadeiras (e permanentes) necessidades mais profundas. Essas avaliações podem também nos levar a decisões equivocadas ou desastrosas porque são baseadas não na certeza dos fatos ou da realidade, mas em nossa expectativa (distorcida pela fuga do desconforto da ansiedade) do que queremos e do que não queremos que nos aconteça.
Seja como for, o mal maior causado pela ansiedade é nos tirar a capacidade de viver o presente, o hoje e o agora, seqüestrando nosso foco e nos mantendo prisioneiros de um amanhã que, ao temermos e sofrermos por antecipação, pode nos levar a construir uma reação de causa e efeito tão real que suas conseqüências nos presentearão com um enigma terrivelmente complicado de solucionar: aquilo que nos aconteceu foi uma confirmação daquilo que temíamos tanto e, portanto, justificativa da nossa ansiedade, ou foi apenas resultado de uma profecia auto realizadora, conseqüência extra do que nós mesmos provocamos em nosso estado de ansiedade?
Se queremos controle sobre nossos destinos temos de ter controle sobre nossos estados. E se queremos de fato controlar nossa ansiedade temos de saber qual é sua fonte.
INCERTEZA – A MÃE DA ANSIEDADE.
Gostamos (e precisamos) de ter algumas certezas em nossas vidas: um corpo saudável, relacionamentos estáveis, um endereço fixo, uma rotina com um mínimo de previsibilidade, um trabalho com remuneração garantida ou um negócio cujos ganhos, além de justificar nossos esforços e investimento, garanta a satisfação de nossas necessidades fundamentais. Temos ainda necessidade de sentir certeza por coisas mais sutis e profundas como nosso próprio valor e o valor que temos para os outros. Isso nos faz precisar sentir certeza de que temos, além de um corpo saudável, uma boa aparência ou uma presença bem vinda e agradável; além de relacionamentos estáveis, confiança, segurança e reciprocidade; além de um endereço fixo, uma propriedade nossa; além de dinheiro para satisfazer nossas necessidades fundamentais agora, a garantia de um futuro com um padrão de vida igual, ou melhor, do que aquele que temos hoje.
Somos desde muito cedo acostumados a buscar e a preferir a certeza, a normalidade, àquilo que pode ser previsto e controlado.
Temos, todos, uma predisposição evolutivamente ancestral de não gostar do escuro, do obscuro, do desconhecido, de lugares apertados, alturas ou profundidades fatais, de pessoas estranhas ou mudanças em nossos ambientes. Mas, toda vez que algum progresso, individual ou coletivo aconteceu, é porque alguém superou essa pré-disposição e pisou onde ninguém tinha pisado ainda. Devemos qualquer tipo de progresso, avanço ou evolução de nossa espécie à atitude de pessoas que foram maiores que sua necessidade de certeza que (é verdade) faz nossa vida funcionar, mas também pode impedir nossa vida de valer a pena. Mostre-me alguém que ao longo de sua vida parece ter feito tudo certo e ainda assim fracassou, e eu lhe mostro alguém que fez tudo certo, mas não fez a coisa certa: não foi capaz de lidar com a incerteza.
QUEM SÃO OS ANSIOSOS?
Pessoas ansiosas são aquelas que se tornaram dependentes demais de certeza. São aquelas para quem tudo tem que estar previsto, antecipado, controlado. São aquelas com um futuro nesse mundo de hoje que, além de pouco entusiasmante, pode se revelar inviável e impossível.
São pessoas cuja incapacidade de lidar com a incerteza, tira-lhes a capacidade de satisfazer duas outras necessidades humanas, primordiais e fundamentais: SIGNIFICADO e CRESCIMENTO.
A única maneira de nos sentirmos únicos, diferentes, especiais, verdadeiramente SIGNIFICANTES, é fazermos coisas únicas, diferentes, especiais, SIGNIFICATIVAS. Isso exige de nós a exposição ao novo, ao diferente, ao INCERTO, à INCERTEZA.
Pessoas controladas pela ansiedade terão enorme dificuldade de satisfazer essa necessidade tão fundamental, porque sua dependência viciada de certeza as levará a evitar fazer (ou pelo menos fazer diferente) qualquer coisa que ainda não tenham feito, a insistir em repetir no futuro apenas os mesmos padrões com os quais viveram até hoje e isso compromete ainda, de forma terminal, uma outra necessidade cuja não satisfação é garantia dos mais profundos níveis de frustração que uma pessoa pode saudavelmente tolerar.
CRESCIMENTO. AQUILO QUE NÃO CRESCE MORRE.
A qualidade de sua vida é diretamente proporcional à quantidade de INCERTEZA com a qual você consegue viver. Isso significa que se você precisa sentir certeza o tempo todo, então você é um escravo. Um escravo, um refém das coisas que pode controlar (mas que na verdade controlam você), alguém que só faz aquilo que já conhece, domina e controla. E se você já conhece, domina e controla então você não precisa aprender. E se você não precisa aprender então você não está crescendo e se você não está crescendo você está morrendo.
Você pode não se sentir morrendo fisicamente, mas emocionalmente você está morrendo, por mais que você fuja, racionalize ou se distraia se ocupando em expedientes cuja natureza (ou mesmo valor) lhe dá a falsa sensação de que está indo para “algum lugar”, “fazendo algo importante”, “trabalhando a questão”, “cumprindo sua missão”, “queimando seu carma” ou “sendo testado por Deus”. Sintoma maior dessa morte: medo. Se você está com medo é porque não está crescendo e sua natureza sabe que isso pode significar morte – o maior dos medos (e essa morte pode ser tanto física quanto a morte, o fim do sentido que você dá a sua vida).
A MUDANÇA É AUTOMÁTICA. O PROGRESSO NÃO.
Para crescer temos um encontro marcado e inevitável com a incerteza, com a mudança. A nossa não mudança nos desabilita a nos adaptarmos à mudança inexorável do ambiente em que vivemos, seja esse ambiente o nosso corpo, nossos relacionamentos, nosso trabalho ou nosso mundo. Nesse mundo nossa única certeza é a própria incerteza. Nós não precisamos nos preocupar em procurar por mudança, ela procura por nós. Nós iremos encontrá-la em nosso corpo, naquilo que ano após ano iremos descobrir na frente do espelho (ou na balança), na capacidade de através dele, obter vontade, energia e prazer ou apenas cansaço, desconforto e dor.
Ela estará presente em nossos relacionamentos; as pessoas que mais amamos (ou com as quais contamos) mudarão sua forma de ser ou aquilo que sentem por nós; algumas irão embora, outras simplesmente nos deixarão e será a hora de mostrarmos nossa capacidade de ainda conseguir obter, através dos relacionamentos (dos que já temos ou dos novos que teremos de construir) intimidade, amor e conexão ou ressentimento, rejeição e solidão. Podemos contar que a mudança estará presente em nosso trabalho, que o mercado mudará, que coisas fora de nosso controle acontecerão. Podemos contar com tudo isso. Só não podemos contar com duas coisas: que as coisas serão sempre como são agora ou que serão sempre como gostaríamos que fossem. Contar com essas duas coisas é garantia de quatro coisas: estresse, frustração, ansiedade e depressão. Incerteza enfrentada nos garante os maiores níveis possíveis de satisfação. Incerteza evitada nos condena à ansiedade, angústia, culpa, frustração e ao desaparecimento da estima por nós mesmos.
CERTEZA FAZ NOSSA VIDA FUNCIONAR. INCERTEZA FAZ NOSSA VIDA VALER A PENA.
OS TRÊS REMÉDIOS PARA A ANSIEDADE
O primeiro remédio para a ansiedade é a disposição para a incerteza. Não podemos evitá-la, não sem nos condenarmos a uma vida de mediocridade, estresse contínuo e depressão. Como podemos produzir essa disposição apesar de nossa maciça maior pré-disposição para a certeza? Ninguém muda nada em sua vida apenas porque aprendeu que é bom, que é certo ou que é melhor. Mudamos qualquer coisa em nossas vidas apenas quando associamos a idéia de mudar agora um nível imediato, intenso e grande o bastante de prazer, satisfação ou conforto, e quando associamos a idéia de não mudar agora um nível imediato, intenso e grande o bastante de dor, frustração ou desconforto.
Para associarmos à idéia de nos livrarmos da ansiedade esse nível imediato, intenso e grande o bastante de prazer, satisfação e conforto, temos que nos fazer e responder qualquer uma das seguintes perguntas: o que eu ganharia imediatamente se me sentisse livre da ansiedade? Quais decisões eu tomaria e como eu agiria se ao contrário de ansiedade eu sentisse coragem, otimismo e confiança? Quais outras coisas eu faria sem a ansiedade? Quanto mais eu aproveitaria? Quanto mais eu ousaria?
Para quem se sentir confiante o bastante para ir ainda mais fundo e se tornar o maior terapeuta de si mesmo, a pergunta a fazer é a seguinte: O que eu ganho com a ansiedade? Para tudo que fazemos, mesmo aquilo que nos prejudica, temos uma razão. Ninguém se torna ansioso por defeito genético, burrice, castigo, encosto ou mau-olhado. Se nos permitimos entrar e permanecer em estados de ansiedade é porque isso de alguma forma satisfaz uma ou mais de nossas necessidades emocionais humanas fundamentais. Para algumas pessoas a ansiedade é uma substituta para a certeza, para outras a ansiedade representa uma forma de recuperar controle. Outras buscam através da ansiedade a conexão consigo mesmas ou com outras pessoas que delas se aproximarão para oferecer apoio, encorajamento e conforto. Outras se sentirão significantes fazendo com que o mundo inteiro saiba do grande drama que as está deixando em tamanha aflição, ansiedade. O fato é que alguma necessidade está sendo satisfeita.
A questão é com qual nível de satisfação e com quais conseqüências. E as conseqüências das formas que escolhemos para satisfazer nossas necessidades é a razão do segundo remédio proposto aqui para a ansiedade.
O segundo remédio para a ansiedade é a renúncia aos seus benefícios. Já vimos que através da ansiedade as pessoas podem obter a satisfação de uma ou mais de suas necessidades emocionais humanas fundamentais. É a manutenção desse beneficio (ou ganho secundário) o principal desencorajador para uma mudança. As pessoas querem se livrar da ansiedade, mas querem também preservar os benefícios que obtém dela. E aqui, para equacionarmos o que queremos e o que não queremos, temos de aplicar a velha, básica e desconcertantemente simples relação custo x benefício.
Aplicar essa relação significa perguntar o que perdemos, quanto nos custa satisfazer nossas necessidades através da ansiedade.
E, consciente desses custos e dessas conseqüências, associar à idéia de não mudar agora essa forma de satisfazer nossas necessidades, um nível imediato, intenso e grande o bastante de dor, frustração e desconforto. Para tanto, devemos nos fazer e responder qualquer uma das seguintes perguntas: O que ou o quanto já me custou a ansiedade? Quais decisões equivocadas eu tomei em estados de ansiedade? Quais julgamentos errados eu fiz? Quais foram as conseqüências dessas decisões tomadas em momentos de ansiedade? O que eu perdi? Quem eu perdi? Quanto doeu?
Podemos ainda nos associar com as conseqüências futuras desse padrão nos perguntando: O que ou quanto isso ainda me custará? O que eu perderei? Quem eu perderei? O que deixarei de fazer? Quais serão as conseqüências para meu corpo? Quais serão as conseqüências para minha família? Como isso me prejudicará em meu trabalho?
Essas são perguntas simples, mas com um efeito devastador em nossa capacidade de continuar contando com padrões perdedores para a satisfação de nossas necessidades. Com a disposição para a incerteza e a renúncia aos benefícios da ansiedade, podemos contar ainda, se necessário, com um terceiro e derradeiro remédio.
O terceiro remédio para a ansiedade é saber e lembrar aquilo que a ansiedade verdadeiramente é: apenas um estado produzido por nossa necessidade de certeza. E se queremos sair desse estado basta quebrar os padrões que geram esse estado começando por nossa fisiologia, pela maneira como usamos nosso corpo. Para ficarmos ansiosos e permanecermos na ansiedade usamos nossos corpos (nossa postura, nossa respiração e nossos movimentos) de uma forma específica, bem diferente da forma que usamos para nossos estados de calma e controle. Uma mudança radical em nosso padrão de fisiologia é a primeira coisa a fazer para nos tirar imediatamente do estado de ansiedade e nos colocar no estado de certeza, decisão e resolução.
A segunda coisa a fazer é mudar nosso padrão de linguagem. As coisas que dizemos (para nós mesmos e para os outros) e as perguntas que fazemos exercem influencia determinante em nossos estados; podem produzir desde dúvida, angústia e insegurança até certeza, otimismo e serenidade. E, por fim, o domínio final de todos os nossos estados está no controle do nosso foco, do significado que damos as coisas que nos acontecem. Esse foco e significado são orientados por nossas crenças (nossos sentimentos de certeza sobre o que as coisas significam), por nossos valores (os estados emocionais que mais valorizamos tanto sentir, quanto evitar sentir) e pelas nossas regras (nossas crenças sobre o que e como tem que acontecer para que nossos valores sejam atendidos).
Criamos todas as nossas crenças sobre o que representa para nós dor e o que representa prazer, baseados em nossas referencias, na memória de coisas que nos aconteceram ao longo de nossas vidas e que representaram tanto prazer quanto dor. As que representaram prazer nós automaticamente registramos em forma de crenças (sentimento de certeza) para saber como obter esse mesmo prazer de novo e de novo.
As que representaram dor nós registramos como crenças sobre como evitar sentir a mesma dor novamente. Essas memórias de dor são, de longe, as mais fortemente determinantes de nossos comportamentos e nos levam a fazer 80% mais força para evitar a dor do que fazemos para obter prazer. Somos assim porque toda a memória genética resultante de nossa longa evolução como espécie sabe que dor contínua equivale a dano e que dano contínuo equivale à morte.
Nossas memórias de dor cumprem, portanto, o papel primordial de nos preservar. O problema é quando nos preservam demais. O problema é quando deixam de produzir apenas medo e passam a produzir ansiedade.
Qual a diferença? O impacto, a utilidade e a facilidade de lidarmos com um e com o outro.
Medo: aos nos depararmos com um leão, um cão feroz ou um agressor, tanto nossa memória genética (que herdamos) quanto nossa memória cerebral (que construímos) disparam um sinal de alarme que coloca nosso corpo imediatamente em prontidão; nosso coração dispara e nossa respiração acelera. Nosso corpo secreta glicocorticóides (epinefrina ou adrenalina) que causam uma descarga imediata de energia nos músculos de nossas pernas. Fugimos e, se tivermos sucesso em escapar do ataque, nos sentiremos aliviados e voltaremos rapidamente ao nosso estado normal. Experimentamos aqui um medo real, concreto, com um benefício imediato: nossa integridade física e nossa sobrevivência.
Essa é a grande diferença com os “medos imaginados”, ou seja, a ansiedade.
Ansiedade: queremos ou necessitamos muito resolver um problema, conquistar alguma coisa ou simplesmente preservar algo que já temos e valorizamos muito. Nossa memória do que já nos aconteceu ou do que aconteceu com outras pessoas nos faz saber tanto das possibilidades de sucesso quanto dos riscos de fracasso em obtermos ou preservarmos aquilo que queremos muito ou necessitamos tanto.
Qual memória (referência) acessarmos (focarmos) determinará nosso estado: otimismo e confiança ou angústia e ansiedade. Segundo o neurobiologista Joseph Ledoux, autor do livro “The Emotional Brain”, uma das mais poderosas e fundamentais funções do cérebro é sua habilidade para automaticamente ajustar a memória (nossas referências de dor e prazer) aos estímulos associados a situações de risco. Preservamos assim estas memórias por longos períodos de tempo e as colocamos rapidamente em ação quando situações de risco semelhante voltam a acontecer ou apenas sinalizam que podem acontecer no futuro.
Este é um recurso que acaba nos custando muito caro, pois nos impõe um estoque excessivo de medos produzidos com extrema eficiência e ativados por nossa grande capacidade de imaginar os medos e, assim, criarmos ansiedade.
Se quisermos o controle final sobre a ansiedade temos de identificar e aniquilar a crença que faz com que tratemos nossos riscos futuros como leões famintos, arfantes e salivantes no presente, diante e próximos o bastante de nós para que sintamos seu hálito. Temos de criar novas referências de coragem e confiança que sejam maiores do que aquelas que ainda produzem em nós insegurança e ansiedade e que fazem com que “o passado já era para nós, mas não nós para o passado”.
ANSIOSOS POR ADAPTAÇÃO, MAS NECESSITADOS DE EVOLUÇÃO.
A ansiedade cumpre o papel paradoxal de preparar (adaptar) o indivíduo para um ambiente em constante mudança, ao mesmo tempo que o faz querer (preferir) que essas mudanças não ocorressem, que tudo já estivesse pronto, definido, certo e garantido. Sob controle, ao invés de consumir nossa energia e monopolizar nosso foco (atenção) para o expediente inútil (ou no mínimo incapacitante) da pré-ocupação, nos mobiliza para a atitude transformadora da pró-ação.
Sob controle, ao invés de protagonizar o papel de fábrica maior do estresse, pode ser a usina de força produtora da disposição necessária para lidar com situações de dúvida e incerteza com tal coragem e resolução, que nos dá direito ainda a um superávit extremamente bem vindo: uma vacina final ou um antídoto terminal para a depressão (prima-irmã da ansiedade).
O nome dessa vacina ou antídoto é a estima por si mesmo, entendida aqui como a crença (certeza) e confiança em seu próprio valor e habilidades (estado de certeza, oposto da incerteza - a fonte da ansiedade). Sob controle, a ansiedade nos garante a condição primordial mais básica das básicas para nossa sobrevivência: adaptação. Fora de controle, ela nos tolhe a capacidade de exercermos o único destino e fonte de suprema realização: evolução.
Viva a INCERTEZA!
Tenha a CERTEZA de que a ANSIEDADE não controla você.