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Palestra do Dia

Autoestima & Autojulgamento.

Ivo Maioli - Palestrante

O maior de todos os julgamentos será o que exercermos sobre nós próprios. Nossa autoestima é a chave para um bom ou mau desempenho diante dos desafios que a vida nos apresenta.
O novo modelo de espiritualidade a que hoje estamos sendo convidados, nos coloca com seres que estamos no CENTRO da Criação! Uma nova consciência aponta para a importância de desenvolvermos uma fé mais poderosa e eficaz EM NÓS PRÓPRIOS - sem mais interlocutores, intérpretes os intermediários.
Esta nova fé propõe ao Ser Humano um roteiro prático de REPROGAMAÇÃO mental!

Esta palestra enfatiza a importancia do ACREDITAR EM SÍ PRÓPRIO e ensina que através da REPETIÇÃO DESTA AFIRMAÇÃO podemos melhorar nosso senso de AUTOVALOR, AUTOCOMPETÊNCIA e AUTORESPEITO. 

Clique no player abaixo para ouvir a palestra.



Para ouvir mais palestras, acesse nosso PODACAST. São cerca de 70 reflexões postadas e atualizadas semanalmente. Acesse & divulgue: www.palestras.co.cc



A importância da auto-estima

A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da  nossa  experiência,  desde  a maneira como agimos no  trabalho, no amor e  no sexo, até o  modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida. Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos. Os dramas da nossa vida são reflexo das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. Assim, a auto-estima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros.

Além  de  problemas  biológicos,  não  consigo  pensar  em  uma  única  dificuldade  psicológica  –  da ansiedade e depressão ao medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho, ao espancamento de companheiros e filhos, às disfunções sexuais ou à imaturidade emocional, ao suicídio ou aos crimes violentos – que não esteja relacionada com uma auto-estima negativa. De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. A auto-estima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória.

Vamos  entender  o  que  é  auto-estima.  Ela  tem  dois  componentes:  o  sentimento  de  competência pessoal e o sentimento de valor pessoal. Em outras palavras, a auto-estima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito.  Ela  reflete  o  julgamento  implícito  da  nossa  capacidade  de  lidar  com  os  desafios  da  vida
(entender  e  dominar os  problemas)  e o  direito de  ser  feliz  (respeitar  e  defender  os  próprios interesses e necessidades).

Ter  uma  auto-estima  elevada  é  sentir-se  confiantemente  adequado  à  vida,  isto  é,  competente  e merecedor,  no sentido  que acabamos  de citar. Ter  uma  auto-estima baixa  é sentir-se inadequado à  vida, errado,  não  sobre  este  ou  aquele  assunto,  mas  ERRADO  COMO  PESSOA.  Ter  uma  auto-estima  média  é flutuar  entre  sentir-se  adequado  ou  inadequado,  certo  ou  errado  como  pessoa  e  manifestar  essa inconsistência  no  comportamento  –  às  vezes  agindo  com  sabedoria,  às  vezes  como  tolo  –  reforçando, portanto, a incerteza.

A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fone básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade. Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto  nível  de  auto-estima,  vivenciando  tanto  a  autoconfiança  intelectual  como  a  forte  sensação  de  que  a felicidade  é  adequada.  Entetanto,  infelizmente,  uma  grande  quantidade  de  pessoas  não  se  sente  assim. Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de “eu não sou suficiente”. Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.

No  processo  de  crescimento  e  no  processo  de  vivenciar  esse  crescimento,  é  muito  fácil  que  nos alenemos do autoconceito positivo (ou que nunca formemos um). Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas.

Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.

Desenvolver  a  auto-estima  é  desenvolver  a  convicção  de  que  somos  capazes  de  viver  e  somos merecedores  da  felicidade  e,  portanto,  capazes  de  enfrentar  a  vida  com  mais  confiança,  boa  vontade  e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados. Desenvolver a auto-estima é expandir nossa capacidade de ser feliz.



Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a auto- estima. Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a nos amar mais; não é preciso nos sentir
 
inferiores para que queiramos nos sentir mais confiantes. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida; quanto mais flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota.



Quanto maior a nossa auto-estima, maior a probabilidade de sermos criativos em nosso trabalho, ou seja, maior a probabilidade de obtermos sucesso.

Quanto  maior  a  nossa  auto-estima,  mais  ambiciosos  tenderemos  a  ser,  não  necessariamente  na carreira ou em assuntos financeiros, mas em termos das experiências que esperamos vivenciar de maneira emocional, criativa ou espiritual.

Quanto  maior  a  nossa  auto-estima,  maiores  serão  as  nossas  possibilidades  de  manter  relações saudáveis, em vez de destrutivas, pois, assim como o amor atrai o amor, a saúde atrai a saúde, e a vitalidade e a comunicabilidade atraem mais do que o vazio e o oportunismo.

Quanto  maior  a  nossa  auto-estima,  mais  inclinados  estaremos  a  tratar  os  outros  com  respeito, benevolência  e  boa  vontade,  pois  não  os  vemos  como  ameaça,  não  nos  sentimos  como  “estranhos  e amedrontados num mundo que nós jamais criamos” (citando um poema de  A. E. Housman), uma vez que o auto-respeito é o fundamento do respeito pelos outros.

Quanto maior a nossa auto-estima, mais alegria teremos pelo simples fato de ser, de despertar pela manhã, de viver dentro dos nossos próprios corpos. São essas as recompensas que a nossa autoconfiança e o nosso auto-respeito nos oferecem.

Vamos nos aprofundar mais no significado do conceito de auto-estima.

Auto-estima, seja qual for o nível, é uma experiência íntima; reside no cerne do nosso ser. É o que
EU penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim.

Quando crianças, nossa autoconfiança e nosso auto-respeito podem ser alimentados ou destruídos pelos adultos – conforme tenhamos sido respeitados, amados, valorizados e encorajados a confiar em nós mesmos. Mas, em nossos primeiros anos de vida, nossas escolhas e decisões são muito importantes para o desenvolvimento  futuro  de  nossa  auto-estima. Estamos  longe  de  ser  meros  receptáculos  da  visão  que  as outras pessoas têm sobre nós. E de qualquer forma, seja qual tenha sido nossa educação, quando adultos o assunto está em nossas próprias mãos.

Ninguém pode respirar por nós, ninguém pode pensar por nós, ninguém pode nos dar autoconfiança e amor-próprio.

Posso ser amado por minha família, por meu companheiro ou companheira e por meus amigos e, mesmo assim, não amar a mim mesmo. Posso ser admirado por meus colegas de trabalho e mesmo assim ver-me como um inútil. Posso projetar uma imagem de segurança e uma postura que iludem virtualmente a todos e ainda assim tremer secretamente ao sentir minha inadequação.

Posso preencher todas as expectativas dos outros e, no entanto, falhar em relação às minhas; posso conquistar todas as honras e apesar disso sentir que não cheguei a nada; posso ser adorado por milhões e despertar todas as manhãs com uma nauseante sensação de fraude e vazio.

Chegar  ao  “sucesso”  sem  conquistar  uma  auto-estima  positiva  é  ser  condenado  a  sentir-se  um impostor que aguarda intranquilo ser desmascarado.

Assim  como  a  aclamação  dos  outros  não  cria  a  nossa  auto-estima,  também  não  o  fazem  os conhecimentos, a competência, as posses materiais, o casamento, a paternidade, a dedicação à caridade, as conquistas  sexuais  ou  as  cirurgias  plásticas.  Essas  coisas  PODEM    às  vezes  fazer  com  que  nos  sintamos melhor sobre nós mesmos temporariamente, ou mais confortáveis em situações particulares, mas conforto não é auto-estima.

A tragédia é que existem muitas pessoas que procuram a autoconfiança e a auto-estima em todos os
 
lugares, menos dentro delas mesmas, e, assim, fracassam em sua busca. Veremos que a auto-estima positiva pode  ser  entendida  como  um  tipo  de  CONQUISTA  ESPIRITUAL,  isto  é,  uma  vitória  na  evolução  da consciência. Quando começamos a entender a auto-estima dessa forma, como uma condição da consciência, entendemos quanta tolice há em acreditar que, se pudermos causar uma boa impressão nos outros, teremos uma  auto-avaliação  positiva.  Pararemos  de  dizer  a  nós  mesmos:  “Se  pelo  menos  eu  tivesse  mais  uma promoção;  se  pelo  menos  me  tornasse  esposa  e  mãe;  se  pelo  menos  fosse  reconhecido  como  um  bom provedor; se pelo menos pudesse comprar um carro maior; se pelo menos pudesse escrever mais um livro, comprar mais uma empresa, ter mais um amante, mais uma recompensa, mais um reconhecimento de minha generosidade – então, REALMENTE me sentiria em paz comigo mesmo....”. Perceberíamos então que a busca é irracional, que o anseio será sempre “por mais um”.

Se ter auto-estima é julgar que sou adequado à vida, à experiência da competência e do valor, se auto-estima é a auto-afirmação da consciência, de uma mente que confia em si, então ninguém pode gerar essa experiência a não ser eu mesmo.

Quando  avaliamos  a  verdadeira  natureza  da  auto-estima,  vemos  que  ela  não  é  competitiva  ou comparativa.

A verdadeira auto-estima não se expressa pela autoglorificação à custa dos outros, ou pelo ideal de se  tornar  superior  aos  outros,  ou  de  diminuir  os  outros  para  se  elevar.  A  arrogância,  a  jactância  e  a superestima  de  nossas  capacidades  são  atitudes  que refletem  uma  auto-estima inadequada,  e  não,  como imaginam alguns, excesso de auto-estima.

Uma  das  características  mais  significativas  da  auto-estima  saudável  é  que  ela  é  o  ESTADO  DA PESSOA QUE NÃO ESTÁ EM GUERRA CONSIGO MESMA OU COM OS OUTROS.

A importância da auto-estima saudável está no fato de que ela é o fundamento da nossa capacidade de reagir ativa e positivamente às oportunidades da vida – no trabalho, no amor e no lazer. A auto-estima saudável é também o fundamento da serenidade de espírito que torna possível desfrutar a vida.


Trecho do livro Autoestima: como aprender a gostar de si mesmo - de Nathaniel Branden. Este livro está disponíivel para download em nossa livraria virtual.


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Comentários (2)
1. 24-11-2009
 
Auto-estima
Auto-estima é força!!!
 
2. 27-07-2009
 
A importância da auto-estima
Excelente! 
O que se pratica neste site é a verdadeira caridade. Auxilia o próximo sem receber nada em troca. 
Um abraço.
 

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